INCÊNDIOS - Chamas descontroladas em Penacova “galgavam” em direcção a Poiares - PENACOVA ACTUAL
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27 de julho de 2017

INCÊNDIOS - Chamas descontroladas em Penacova “galgavam” em direcção a Poiares


Quase 450 bombeiros combatiam, ontem à tarde, dois incêndios que lavravam na freguesia de Lorvão, Penacova. Um dos incêndios estava a ser combatido por 287 bombeiros nas localidades de Paradela e Aveleira desde as 13h00, mas ao final da tarde, às 18h22, as chamas deflagraram em localidades vizinhas, entre Caneiro e S. Mamede, e acabaram por atravessar o rio Mondego e entrar no concelho de Vila Nova de Poiares, onde ontem à noite continuavam por controlar.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova, António Simões, a situação de Paradela esteve grave, mas cerca das 20H30 já o incêndio estava dominado e a entrar em fase de rescaldo. As preocupações centravam-se, nesta altura, no fogo que começou a lavrar perto da EN110, junto à localidade de Caneiro, e que rapidamente progrediu pela encosta da Lamprieira até S. Mamede, na margem direita. Posteriormente, e segundo o comandante, projecções do fogo terão feito com que este atravessasse o rio e passasse para a margem esquerda, onde as chamas subiram a encosta até ao Soutelo, na Serra do Carvalho, já no concelho de Vila Nova de Poiares.

«Há duas frentes na margem direita e duas frentes na margem esquerda», relatou o comandante, confirmando que, na prática, estavam em causa dois incêndios, um de cada lado do rio, a que se juntava o terceiro, na localidade de Paradela, que já não inspirava grandes preocupações.

Vento «fortíssimo» aliado a encostas de «difícil acesso» estavam a ser, ao final do dia, e segundo António Simões, as maiores dificuldades para os bombeiros. Segundo fonte da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) estavam neste incêndio 176 operacionais apoiados por 49 veículos, enquanto que no incêndio de Paradela, que chegou, segundo a adjunta da ANPC, a ter «duas frentes activas», estavam 270 operacionais com 71 viaturas e três meios aéreos, perante uma situação que começava «a ceder».

Acessos difíceis

Sem habitações em perigo, as chamas, contudo, andaram perto de casas, mobilizando meios de prevenção para junto das localidades. Em Paradela, ao que se apurou junto de populares, o fogo estive mesmo à beira de uma habitação situada no extremo da aldeia, com as populações em pânico, mas a prevenção atempada dos bombeiros impediu que as chamas se apoderassem da casa.

Ontem, ao final do dia, o presidente da Junta de Freguesia de Lorvão, Rui Baptista, acompanhava, no terreno, o evoluir da situação que fustigava duas zonas diferentes de floresta na sua freguesia, separadas apenas por escassos quilómetros.

«O fogo está próximo de S. Mamede, mas longe das casas e a evoluir noutro sentido para valeiros inacessíveis com muito material combustível», contou o autarca, admitindo que a paisagem «não é agradável» porque o combate estava difícil. Minutos antes, o autarca passou também por Paradela e Aveleira, onde constatou uma situação «mais controlada».

Também o presidente da Câmara de Penacova, Humberto Oliveira, acompanhou as operações, confirmando a existência de locais de «difícil acesso» onde maquinaria andava a abrir estradas para permitir o combate às chamas. Não deixou de estranhar a existência de tantas ocorrências naquela zona em pouco tempo, a mais grave a que se verificou no dia de ontem. Segundo a GNR, a EN110, entre Coimbra e Penacova, estava ontem à noite cortada à circulação, bem como algumas vias municipais.

Margarida Alvarinhas – Diário de Coimbra

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