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1 de julho de 2017

PRÉMIO - Alunos de Penacova recebem Menção Honrosa na 14ª edição do concurso da Fundação Ilídio Pinho


 Escola Básica e Secundária de Penacova, com “Se as luzes apagar a ver estrelas vou ficar...” e a Escola João de Barros, da Figueira da Foz, com o projecto Aquaponia, foram premiadas com menção honrosa no Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola”. Marcaram presença nesta fase dos 100 melhores projectos a nível nacional, 12 escolas da região, das quais cinco de Coimbra, mas apenas estes dois estabelecimentos foram distinguidos.

O projeto “Se as luzes apagar a ver estrelas vou ficar...” visou avaliar de que forma a poluição luminosa afecta os seres vivos, a contemplação do céu nocturno, o desperdício de energia e que de for ma contribui para o aquecimento global

O projeto Aquaponia é um sistema de produção de alimentos que combina a aquicultura convencional (criação de organismos aquáticos tais como caramujos, peixes, lagostas e camarões) com a hidroponia (cultivo de plantas em água) em um ambiente simbiótico. 

Recorde-se, que o Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola” é um concurso nacional de projectos de natureza científico-pedagógica nas áreas das ciências, dirigida a jovens estudantes.

Presidente da República considera que uma “revolução silenciosa” está a mudar o país


O Presidente da República marcou presença, em Coimbra, na cerimónia de entrega do prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola” “assinando” um discurso patriótico, direccionado para o futuro, em que vincou que uma «revolução silenciosa» está a mudar o país.

«Portugal é o melhor país do mundo, porque conseguiu perceber que só se consegue um futuro melhor se tivermos mais saúde, educação, ciência e cultura. Percebeu isso e mudou, começou a mudar e está a mudar. É uma revolução silenciosa, que não se vê, mas existe», sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado enalteceu o esforço que os portugueses têm vindo a fazer nos últimos tempos, e para reforçar a sua ideia deu como exemplo o trabalho desenvolvido pelos milhares de jovens participantes na 14.ª edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho “Ciência na Escola”.

«O que os alunos das várias escolas fizeram durante um ano, começando nas fases regionais com mais de 900 projectos, passando a 500, e depois a 100, revela que estes jovens são os heróis destes dias e são eles que estão a mudar o país», disse.

Para o presidente da Fundação Ilídio Pinho, «a educação, a cultura e a ciência são três pilares estratégicos das escolas» e a aposta nestes vectores fará, no futuro, diz Ilídio Pinho, com que «Portugal deixe de ser um país fornecedor de mão-de-obra “braçal” para se tornar fornecedor de mão-de-obra cerebral».

O mentor do “Ciência na Escola” adiantou que a Fundação, apesar das parcerias estratégicas com os Ministérios da Educação e da Economia, «investe anualmente neste projecto estrutural 600 mil euros», destacando, igualmente, a «surpreendente adesão de professores e alunos à “Ciência na Escola”».

Ao longo das 14 edições do Prémio Fundação Ilídio Pinho participaram na iniciativa, de acordo com o presidente da instituição, «mais de 500 mil alunos, professores e pais», totalizando «perto de 10 mil projectos». Ilídio Pinho finalizou frisando que muitos dos participantes no “Ciência da Escola” «hoje são jovens cientistas, empreendedores e investigadores».

Na cerimónia de entrega de prémios, que decorreu no auditório do Convento São Francisco, em Coimbra, intervieram também o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que adiantou que «a ciência e o método científico são fundamentais para o futuro», e Manuel Machado, presidente da Câmara Municipal de Coimbra, que frisou que «uma nova esperança surgiu impulsionada pela Fundação Ilídio Pinho».

Ricardo Busano - Diário de Coimbra