INCÊNDIOS - MAI ordenou inquérito a refeições servidas aos bombeiros - PENACOVA ACTUAL
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29 de agosto de 2017

INCÊNDIOS - MAI ordenou inquérito a refeições servidas aos bombeiros


Ministério da Administração Interna ordenou ontem um inquérito à Autoridade Nacional de Protecção Civil sobre as condições de fornecimento de refeições aos bombeiros que, este mês, têm participado nas operações de combate aos grandes incêndios.

Na nota enviada às redações é referido que o inquérito à ANPC foi ordenado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, e deverá ser entregue à tutela até ao dia 30 de Setembro.

O inquérito, refere a nota, «tem por base várias denúncias, segundo as quais as refeições são inapropriadas, face ao desgaste a que os operacionais são sujeitos neste tipo de missão».

Cabe à Autoridade Nacional de Protecção Civil suportar financeiramente as refeições dos operacionais que participam no combate aos incêndios. As refeições têm os seguintes valores: sete euros por cada almoço e jantar, pequeno-almoço, lanche e dois reforços (1,80 euros), o que representa diariamente 21,2 euros por cada operacional.

O MAI acrescenta que «os corpos de bombeiros e as câmaras municipais, da área onde decorre o incêndio, têm a responsabilidade do apoio logístico das diversas entidades integrantes do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), nomeadamente a alimentação dos operacionais envolvidos nos teatros de operações».

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Brasfemes alertou na rede social Facebook para a deficiente qualidade de algumas refeições servidas a bombeiros que combaterem os fogos da semana passada em Oleiros. «Exige-se dignidade... Almoço - Rodelas de Salsicha com esparguete. Jantar - Grão com Atum. Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar... Alguém teria de ser responsabilizado pela “Alimentação” servida no IF de Oleiros. Sabemos os valores definidos na Circular Financeira da ANPC (7€ por refeição). O incêndio está em fase de rescaldo, os nossos Bombeiros foram desmobilizados e, como é evidente, vão ser alimentados condignamente. É o mínimo que se exige», escreveu Acácio Monteiro.