INCÊNDIOS - De acordo com o relatório do ICN, a Região Centro do país foi a mais devastada pelas chamas - PENACOVA ACTUAL
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6 de setembro de 2017

INCÊNDIOS - De acordo com o relatório do ICN, a Região Centro do país foi a mais devastada pelas chamas


Os seis maiores incêndios registados este ano foram responsáveis por quase metade da área ardida em território nacional, segundo os dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). Entre estes, encontram-se aqueles que assolaram a Sertã, Pedrógão Grande e Góis, todos na região Centro.

De acordo com o relatório provisório do ICNF relativo ao período entre 1 de janeiro e 31 de agosto, os seis maiores incêndios foram responsáveis por 100.276 hectares de área ardida, quase metade (46,8%) do total, que ultrapassou os 213 mil hectares, o maior valor da última década.

Até 31 de agosto, o maior incêndio registado em Portugal foi o da Sertã, em Castelo Branco, com 29.752 hectares de área ardida, seguido do incêndio de Pedrógão Grande, em Leiria, que provocou pelo menos 64 mortos e destruiu 27.364 hectares.

O terceiro maior incêndio em área ardida foi o de Góis, em Coimbra, com 17.521 hectares, seguido dos incêndios registados já em agosto em Mação, Santarém, com 12.897 hectares, e em Ferreira do Zêzere (ainda em Santarém), com 7.127 hectares. Na lista dos seis maiores incêndios aparece depois o fogo registado em agosto em Louriçal do Campo, Castelo Branco, com 5.615 hectares ardidos.

123 grandes incêndios destroem 193.111 hectares

Ainda segundo o relatório do ICNF, registaram-se 123 grandes incêndios (com área igual ou superior a 100 hectares), que destruíram 193.111 hectares de espaços florestais, cerca de 90% do total da área ardida.

Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 213 mil hectares, o valor mais elevados nos últimos 10 anos e duas vezes mais do que a média anual de área ardida para o mesmo período.

Em áreas protegidas, foram mais de 20 mil hectares ardidos este ano. O fogo destruiu mais de metade do Monumento Natural das Portas de Rodão e da Paisagem Protegida da Serra da Gardunha.

De acordo com o relatório provisório do ICNF, entre 1 de janeiro e 31 de agosto terão ardido 20.781 hectares de espaços florestais da rede Nacional de Áreas Protegidas, com destaque para o Parque Natural do Douro Internacional pela maior extensão de área afetada (6.685 hectares, cerca de 7,7% da área total do parque).

Os incêndios destruíram 60% do Monumento Natural das Portas de Ródão e 52,9% da paisagem protegida da Serra da Gardunha (5.563 hectares ardidos), além de 7,2% do Parque Natural do Vale do Tua, com 1.784 hectares ardidos. O relatório do INCF indica ainda que arderam 4,6% (4.109 hectares) da área do Parque Natural da Serra da Estrela, 4,5% (149 hectares) da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros e Bragança, 4% (288 hectares) da área do Parque Natural do Alvão e 1,3% (919 hectares) do Parque Natural da Peneda Gerês.