OPINIÃO - Autárquicas: Os números dizem quase tudo - PENACOVA ACTUAL
PUB

ÚLTIMAS

Post Top Ad

15 de setembro de 2017

OPINIÃO - Autárquicas: Os números dizem quase tudo

Hoje, inserido no momento da aproximação do acto eleitoral autárquico, dirijo-me ao Povo de Penacova, a nossa terra, para lhe dar a conhecer alguns números que bem ilustram o que se passou na gestão da Câmara Municipal, nos últimos tempos.

Já lá vão os anos em que, nas eleições, as pessoas votavam em função estrita do melhor ou pior relacionamento que tinham com os candidatos; ou do poder que os mesmos detinham; ou das suas ligações de dependência com eles; ou das suas ligações familiares; ou, até, das suas afinidades políticas.

Os tempos, felizmente, evoluíram muito, também ao nível das exigências que se fazem aos agentes políticos, sendo certo que a “inteligência” de que Penacova é hoje portadora nada tem a ver com o que acontecia antigamente. Temos gente bem formada a todos os níveis, no desempenho de cargos muito importantes.

Ou seja, temos “massa crítica”; somos um território cada vez mais enriquecido!
Aliás, se alguma coisa me surpreende, sempre, é tomar conhecimento do que fazem e o que são na vida os filhos dos meus amigos e conterrâneos de há 60 anos: que brincaram comigo a jogar à bola, à malha, às escondidas ou à cabra cega; que estiveram comigo nas escolas; que me acompanharam nos bailaricos.

E se outra coisa me encanta muitíssimo é o ar feliz – e realizado - com que esses meus amigos me dizem o que conseguiram/ajudaram que os seus filhos atingissem ... profissionalmente.

Isto porque não tenhamos ilusões: a democracia ajudou muito na vertente da educação e das condições do seu acesso, mas o grande impulso, o grande sacrifício e a determinação na evolução do estatuto social da nossa Juventude, ainda está nas nossas dedicadas Famílias!

O que, inexoravelmente, está ligado, à evolução dos seus níveis de vida, não deixando, também, de estar alavancado na contribuição da nossa autarquia na criação de condições para tal.

Resolvi, por tudo isto, analisar e transmitir indicadores que me mostrassem o impacto desta minha constatação empírica e verifiquei:

- Que o que se passou nos últimos tempos  - de dados disponíveis no INE e no Pordata -  com a evolução do IpC concelhio (indicador do poder de compra per capita, revelador em média por pessoa, do maior ou menor bem estar material) cujo valor, em 2009, era de 52,84, da média nacional, foi que:

  • no ano de 2011, passou a ser 59, 12;
  • no ano de 2013, passou a ser de 64,70;
  • nos anos subsequentes a visibilidade externa, com prudência embora, leva à sensibilidade de que essa realidade de crescimento continuou;

- Que o que se passou (dados da CMP) ao nível da educação, cujo número de bolsas, em 2009, era de 12, foi que, no ano de 2014, passou a ser de 24, o que se mantém;

- Que a fatia disponível do orçamento municipal para a nossa Juventude (educação, acção social e desporto) ultrapassa hoje os €2.500.000,00, equivalente a 20 % do seu valor global, não contabilizando, sequer, a fatia conexa do valor derivado/dirigido do investimento previsto.

Ainda quis saber, por exemplo, o número de mulheres e homens licenciados, post-gradados, mestres ou douturados, originários e residentes no Concelho, mas essa informação não está disponível, ao mesmo tempo que não imaginamos, sequer, qual é o índice de incorporação de consultores com origem em Penacova na sociedade portuguesa...

...Certo é que, no meu tempo, cabia tudo nos dedos das mãos e hoje eu já não consigo contá-los só na minha freguesia!

Ora,

Da análise simplificada destes dados, em termos de desenvolvimento social e numa perspectiva de evolução regional, dúvidas não podem restar sobre o acerto das medidas adoptadas pelo actual executivo camarário, que, em boa hora, têm ajudado Penacova a chegar-se à frente em termos reais, tanto na comparação com os concelhos que nos estão próximos, no Baixo Mondego e no Pinhal Interior Norte, como ao nível nacional.

Justo é, pois, concluir que o Humberto Oliveira tem sabido aplicar os seus conhecimentos – e como eles (de gestão) são importantes neste cargo! – dando razão à afirmação que eu fiz em 17Ago13 e que reitero, agora com dados muito mais consolidados:

“Não estarei muito longe da verdade se (lhe) augurar um futuro de carisma autárquico que o levará longe: pela sua origem no Povo; pelo seu pudor natural; pela sua capacidade de liderança e de construção de equipas; pelos seus conhecimentos e pela sua capacidade simples – mas apurada e astuta – em ouvir os outros...”.

Mutatis mutandis, devidamente adaptado ao seu contexto próprio, o mesmo se aplica, ainda, ao Pedro Coimbra – que vai fazendo muito bem o seu percurso, por vezes com posições temerárias, reveladoras de uma tranquilidade e irreverência saudáveis, de que nem sempre os políticos são portadores  - e à sua lista.

Assim sendo, na minha modesta opinião (sem menosprezar todos os outros candidatos, que saúdo e que respeito muito, alguns, aliás, meus amigos) são eles, o Humberto e o Pedro Coimbra – e as suas equipas – que, no momento, se encontram em grande vantagem para continuar a elevar Penacova, o que os nossos conterrâneos não irão esquecer, estou certo, na hora de votar.
As suas listas – e as suas equipas - têm conhecimento minucioso de todos os problemas existentes no nosso concelho; dominam a gestão orçamental e os seus critérios e fontes de financiamento; sabem como influenciar o futuro, como gerir a dívida positivamente e, mais do que tudo, estão cá, são de cá e dedicam as suas competências ao nosso Povo, exaustivamente e sem truques.

Merecem, portanto, concluir a visão estratégica que souberam conceber – e os projectos que estão em curso que a consolidarão - tendo em vista o desenvolvimento e o progresso, numa óptica de, através do trabalho dedicado e consistente, colocar no mapa este nosso cantinho presenteiro, porque só assim estaremos em condições de exigir a canalização dos apoios que nos têm faltado.

Penacova é que ganhará!


Luís Pais Amante