Ordem dos Médicos do Centro denuncia: Urgência do Hospital Infante D. Pedro (Aveiro) pode pôr em perigo a segurança dos utentes


A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos considera que o Serviço de Urgência do Hospital Infante D. Pedro, do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), em Aveiro, está a desrespeitar os critérios definidos pela Ordem dos Médicos, por incumprimento das recomendações relativamente à constituição das equipas de Cirurgia Geral no Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica. 

Dos cinco especialistas em cirurgia geral que deveriam idealmente preencher a escala para este serviço (de acordo com o parecer do Colégio de Cirurgia Geral), o Conselho de Administração (CA) do CHBV pretende atribuir apenas ter dois especialistas.

Considerando a gravidade da decisão do CA CHBV e uma vez que estão a ser postos em causa os critérios definidos pela Ordem dos Médicos, designadamente pelo respetivo Colégio da Especialidade, a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos vai solicitar uma reunião, com caráter de urgência, aos cirurgiões do Centro Hospitalar do Baixo Vouga.

As normas do respetivo Colégio, homologadas pelo órgão máximo da Ordem dos Médicos, em 2011, têm em conta “a exigência de que os Atos Médicos sejam realizados com a máxima segurança”, visando também a “formação de Qualidade”.

Os critérios são muito claros e obrigatórios para a obtenção ou  manutenção da capacidade formativa: a equipa mínima de Cirurgia Geral tem de ser constituída por três especialistas, podendo um deles ser substituído por um interno da especialidade dos últimos três anos de Internato,  para uma área populacional abrangida de até 250.000 habitantes, sendo acrescida de mais 1 elemento por cada 100.000 habitantes a mais”, sublinha Carlos Cortes.

Ainda este mês, a Ordem dos Médicos fará uma avaliação detalhada no que diz respeito à atividade assistencial e médica, e brevemente será efetuada uma visita de idoneidade formativa.

 “Não estamos apenas a defender as boas práticas da Medicina. Estamos, antes de mais, a defender a qualidade e segurança dos atos médicos praticados, na salvaguarda dos direitos dos utentes. É uma situação inaceitável que a Ordem dos Médicos não tolera e tudo fará para resolver”, conclui.

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