PREVENÇÃO - Serviços prisionais preparam plano para pôr reclusos a limpar florestas - PENACOVA ACTUAL
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5 de setembro de 2017

PREVENÇÃO - Serviços prisionais preparam plano para pôr reclusos a limpar florestas



A Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) está a trabalhar num “grande acordo” de colaboração com os ministérios da Agricultura e Administração Interna para envolver reclusos na limpeza de florestas, disse ontem o diretor daquela entidade.

Em declarações à Lusa, Celso Manata frisou que o plano “ainda não está completamente desenhado”, mas existe “uma série de frentes” em que os reclusos podem ser integrados, por exemplo, na plantação de árvores e vegetação “que possa conter os incêndios” ou na limpeza de matos e florestas.

“Não podemos correr esse risco”

Questionado sobre o número de reclusos que poderá vir a ser afeto a um plano dessa natureza, Celso Manata diz que “varia muito em função do que seja trabalho fora e dentro de muros” das cadeias.

Celso Manata adiantou que um plano desse tipo, com presos em regime aberto, envolverá sempre “universos pequenos” de reclusos, como os que prestam serviço há uns anos na serra de Sintra e na Mata Nacional do Bussaco, no distrito de Aveiro.

Não podemos apostar em grandes números de pessoas porque é um risco muito grande (…) Essas pessoas [que defendem a limpeza das matas por parte dos presos] certamente não compreenderiam que puséssemos milhares de pessoas em regime aberto e elas começassem a cometer crimes. Nessa altura seriamos criticados e com fundamento. Não podemos correr esse risco, preferimos fazer menos mas bem do que muito e mal”, frisou.

O diretor-geral da Reinserção e Serviços Prisionais disse ainda que, quando assumiu o cargo “havia cerca de 50 a 60 pessoas em regime aberto a nível nacional, e neste momento são 150.

É uma evolução grande, mas jamais podemos ambicionar ter milhares de pessoas em regime aberto externo, não é exequível”, explicou.

Outra opção seria existirem brigadas de reclusos para trabalhos florestais, mas Celso Manata alega que, nesta altura, esse cenário é “difícil de equacionar”, devido à escassez de guardas prisionais.