EXPOSIÇÃO - Visto de Coimbra - os Jesuítas entre Portugal e o Mundo no| Museu da Ciência - PENACOVA ACTUAL
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18 de setembro de 2017

EXPOSIÇÃO - Visto de Coimbra - os Jesuítas entre Portugal e o Mundo no| Museu da Ciência



Tesouros raros da Companhia de Jesus, o retábulo de Nossa Senhora do Pópulo do Colégio das Artes, o mais antigo ícone mariano de Roma, ou a escultura luso-oriental de Cristo morto no crucifixo da igreja do Colégio de Jesus e a bota de São Francisco Xavier, relíquia da Comunidade do Noviciado do Santo Nome de Jesus, vão estar em exposição no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC).

A exposição “Visto de Coimbra – os Jesuítas entre Portugal e o Mundo” vai ser inaugurada, na próxima sexta-feira, dia 22 de setembro, pelas 16h30m, com a presença do Reitor da UC, João Gabriel Silva.

A mostra, que irá ficar patente ao público até março do próximo ano, centra-se em dois núcleos principais - os colégios jesuítas de Coimbra e as missões jesuítas no mundo -, pondo em evidência alguns protagonistas jesuítas formados em Coimbra e enviados para o mundo, desde a fundação do Colégio até à expulsão da Companhia.

Segundo a diretora do Museu da Ciência da UC, Carlota Simões, “Visto de Coimbra” «incide sobre a Companhia de Jesus, que ocupou os espaços onde hoje está instalado o Museu da Ciência da UC e coincide com um momento de impacto mediático da Companhia, seja pelo filme Silêncio de Scorcese, pelas descobertas recentes de documentação na Sé Nova de Coimbra, ou pela visita a Portugal do primeiro Papa jesuíta de sempre».

Fundada em 1534, a Companhia de Jesus abriu o seu primeiro colégio em Coimbra (1542). Estabelecida a primeira casa, logo se iniciaram missões de evangelização nos territórios de presença portuguesa. O Colégio de Coimbra era essencial na formação académica dos missionários, tornando-se ponto de passagem para jesuítas europeus antes de partirem em missão, tendo ainda publicado o curso mais difundido, adaptado e usado por toda a Europa, o Curso Conimbricense.

O título da exposição inspira-se numa gravura da Lua da autoria do padre Cristovão Borri, feita em Coimbra (1626) e publicada na obra Colecta astronomica (1629) antes de Borri partir para a Ásia. É a primeira ilustração científica na área da astronomia feita em Portugal e a segunda a ser publicada, apenas precedida pela de Galileu na sua obra Siderius Nuncius, 16 anos antes.

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