INCÊNDIOS - Queimadas proibidas e reforço de meios tentam evitar mais incêndios - PENACOVA ACTUAL
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28 de outubro de 2017

INCÊNDIOS - Queimadas proibidas e reforço de meios tentam evitar mais incêndios


O primeiro-ministro visitou ontem a plataforma logística de apoio aos agricultores, instalada em Vila Nova de Poiares, onde sublinhou que “é absolutamente proibido fazer qualquer tipo de queimada nesta época”. António Costa revelou ainda que, durante este fim de semana, de elevado risco devido às altas temperaturas, os meios de combate e prevenção estão reforçados.

As pessoas estão habituadas a que esta seja uma época de queimadas mas o clima não está como habitual”, avisou o chefe do Executivo, afirmando que “todos nós podemos colaborar ativamente para que não haja incêndios, evitando comportamentos de risco”.

“Duplicámos os meios aéreos disponíveis, temos um grande reforço do dispositivo com cerca de quatro mil bombeiros mobilizados, mas sobretudo com um gande reforço do patrulhamento quer por parte da GNR, quer por parte da PSP e das Forças Armadas” que, adiantou, “já têm no terreno 88 patrulhas, não só com elementos do Exército, da Marinha e da Força Aérea.

600 mil cabeças de gado para alimentar

António Costa conheceu a base logística, situada na Zona Industrial de Vila Nova de Poiares, na companhia do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e do ministro da Defesa, Azeredo Lopes. “Em todo o conjunto destas áreas ardidas temos estimado que 600 mil cabeças de gado carecem de alimentação”, referiu o responsável, salientando a estratégia de “colaboração com as Forças Armadas, em cooperação com a Indústria e o ministério da Agricultura, para fazer chegar rações e palha aos diferentes municípios.”

A plataforma de Poiares, uma das cinco criadas nas zonas afetadas pelos fogos (Monção, Tondela, Vagos e Gouveia), vai manter-se em funcionamento até 15 de novembro. “Temos que assegurar que nenhum animal morre por falta de alimento”, afiançou Costa.

Questionado pelos jornalistas sobre se já recuperou do choque das palavras do Presidente da República sobre os incêndios, o primeiro-ministro negou qualquer “abalo” na relação com Marcelo Rebelo de Sousa e mostrou-se otimista de que a “cooperação exemplar” vai manter-se.

Lição de gestão florestal

Após visitar a plataforma logística, os membros do Governo deslocaram-se a uma exploração pecuária na Boiça, Vila Nova de Poiares, onde receberam uma autêntica lição de gestão florestal.

António Eugénio explicou como as cabras do filho evitaram que o fogo lhe consumisse os bens. Os animais “limparam” toda a área florestal e por isso criaram uma barreira que impediu o fogo de avançar. “Se não fossem as cabras isto era só mato e ardia até à povoação”, afirmou o agricultor, de 69 anos. “Não tivemos apoio de bombeiros. Cada um teve de tomar conta de si”, recordou, lembrando que se salvaram as 40 cabras, vacas e a casa. Ardeu a palha e a maioria da alimentação, ainda assim “há grandes prejuízos”, lamentou.

Cátia Vicente | Diários As Beiras


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