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19 de outubro de 2017

PREVENÇÃO - GNR do comando de Coimbra levantou nove autos pela realização de queimadas


Ontem, quando ainda se contabilizam as vítimas de um dos maiores incêndios de que há memória na região, senão o país, a Guarda Nacional Republicana, através do Comando Territorial de Coimbra, não só confirmou o registo de várias queimadas de sobrantes, como alertou para a proibição deste tipo de actividade, dentro do período crítico, que foi extendido até ao dia 31 de Outubro, revelando que, apenas entre terça-feira e ontem, foram levantados nove autos de contra-ordenação na sua área de actuação.

De acordo com o major Armando Videira, os militares detectaram situações ilegais em Taveiro, Penacova, Ceira, Quiaios, Arganil e Tábua, tendo sido levantados três autos em Cantanhede, situações que, apesar da chuva que caiu, são proibidas e configuram a aplicação de coimas que podem chegar a valores elevados.

Aliás, de acordo com o responsável para pessoas singulares, o “castigo” monetário pode ir de 140 a cinco mil euros, sendo que quando se trata de pessoas colectivas, ou seja empresas, a moldura penal começa numa coima de 700 euros, podendo chegar aos 60 mil.

Para quem circula nas estradas da região e observa a realização de queimadas, o número de autos levantados peca por defeito, e o próprio major Videira admite que se trata de uma realidade que, apenas através da prevenção pode ser combatida.

Optando pela prevenção e informação, sem descurar o castigo para os prevaricadores, o oficial da GNR disse ao jornal que, «as pessoas sabem que o período crítico é até ao fim do mês», mas, «assim que vem a chuva, fazem logo queimadas, e não podem».

«Apelamos a que as pessoas aguardem mais um bocadinho», disse, defendendo que existe a necessidade de sensibilizar a população, até porque se trata de «um comportamento negligente que pode colocar em causa a segurança de todos». Armando Videira sustentou ainda que, as queimadas acontecem porque «algumas pessoas acham que podem», e não conhecem a legislação, mas, «outras fazem-nas de forma consciente».

José Carlos Salgueiro – Diário de Coimbra

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