DIOCESE DE COIMBRA - D. Virgílio visitou Terras de Penacova - PENACOVA ACTUAL
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30 de novembro de 2017

DIOCESE DE COIMBRA - D. Virgílio visitou Terras de Penacova

“Sejamos uma comunidade de paz, construída com base no desenvolvimento e no progresso”, foi a mensagem deixada pelo Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, no salão nobre dos Paços do Concelho, no início da sua Visita Pastoral às paróquias de Penacova, Carvalho e Friúmes.


Depois da Visita Pastoral às paróquias de Sazes do Lorvão, Lorvão e Figueira do Lorvão, o Bispo de Coimbra esteve, desde quinta-feira a domingo, nas paróquias de Penacova, Carvalho e Friúmes, onde contactou com as populações, visitou instituições e Lares, Escolas e Jardins de Infância, empresas, reuniu-se com movimentos e organismos religiosos, teve momentos de oração e celebrou a Eucaristia, sentiu o pulsar das comunidades e deixou palavras de esperança, gostaria que esta Visita Pastoral fosse também de partilha e, referindo-se concretamente àqueles que foram assolados pela tragédia dos incêndios “que não deixaram ninguém insensível”, também de “consolação para todos aqueles que mais necessitam”.

À sua chegada a Penacova, D. Virgílio Antunes foi recebido pelo pároco, padre Aníbal Castelhano, e depois de um momento de oração na igreja matriz, recebeu as saudações do leigo Manuel Marques, desejando “que a sua presença e a sua palavra seja um forte incentivo ao dinamismo e crescimento das nossas comunidades”, considerando que “a presença do Bispo entre nós é sempre um apelo à unidade, à felicidade e ao anúncio do Evangelho, que nos cabe fazer chegar a todos”, terminando com votos “que estes dias da Visita Pastoral sejam um acordar de todos para uma vida cristã mais autêntica e mais fiel a Jesus Cristo”.

É o momento especial que permite ao Bispo um encontro mais longo” com as pessoas

Esse é também o desejo do Bispo de Coimbra que, “de coração aberto para todos”, manifestou a sua satisfação e gosto por estar no meio destas comunidades paroquiais, agradecendo a solicitude e o trabalho “que foi preciso realizar para preparar esta Visita Pastoral” que, como referiu, faz parte da história viva da Igreja e que “é o momento especial que permite ao Bispo um encontro mais longo” com as pessoas, porque “sendo cristão convosco”, procura corresponder “ao desafio de ser leigo no meio do mundo e a nós ministros ordenados servindo o povo de Deus”. E tem sido essa, com afirmou, a sua preocupação desde 2011, “quando entrei na Diocese”.


O Bispo de Coimbra foi depois recebido no salão nobre dos Paços do Município, onde o presidente da Câmara Municipal, Humberto Oliveira, deu as boas-vindas e agradeceu a sua presença no concelho de Penacova - que se iniciou já no passado fim-de-semana com a Visita Pastoral às paróquias de Sazes do Lorvão, Lorvão e Figueira do Lorvão e que terminará entre 30 de Novembro e 3 de Dezembro com a Visita Pastoral às paróquias de Oliveira do Mondego, Paradela, São Paio de Mondego, São Pedro de Alva e Travanca do Mondego – salientou a importância desta Visita “e a proximidade que esta permite às comunidades, tendo em conta que não podemos esquecer as raízes culturais da grande maioria da população e a sua religiosidade”.

Presidente da Câmara apelou ao Bispo fazer chegar o seu conforto junto das comunidades afectadas pelo incêndio

Destacando igualmente o momento simbólico desta Visita Pastoral, já que decorre pouco mais de um mês, sobre o grande incêndio florestal que afectou significativamente parte do concelho, o presidente da Câmara deixou o apelo a D. Virgílio Antunes para que, junto das comunidades afectadas fizesse chegar o seu conforto, pois no seu entender de “ovelha tresmalhada” mas com fé, o reconforto de alguém como o Bispo será, com toda a certeza, muito importante. E como forma de marcar a sua presença ofereceu ao Bispo de Coimbra, um presépio em madeira de salgueiro, feito pelas artesãs locais Palmira e Fátima Lopes.

Na presença de vários funcionários do Município, D. Virgílio Antunes salientou a importância do espírito ecuménico, referiu-se à cooperação entre instituições que “tem vindo a ser determinante para uma Igreja Católica que ao longo dos anos tem sofrido profundas transformações, caminhando ao encontro de uma atitude dialogante e de co-responsabilidade solidária na construção conjunta do bem comum” e depois de referir que “todos os que aqui trabalham, independentemente das suas convicções religiosas, é muito mais o que nos une do que o que nos separa”, considerou que “chegamos ao momento em que do lado da Igreja e da sociedade houve uma aceitação e o reconhecimento de que a justa autonomia é a melhor solução para a sociedade em que nós vivemos e fazem parte da nossa própria identidade”.

As grandes instituições e os grandes homens sempre conseguiram realizar a sua missão no meio das adversidades

É na globalidade e da pluralidade deixando às pessoas a liberdade de fazerem “as suas opções desde que não ponham em causa o bem comum”, que “as comunidades se constroem de forma mais adequada”, disse o Bispo de Coimbra, deixando votos de “progresso, muito progresso, desenvolvimento, crescimen­to apesar de todas as dificuldades que nós sabemos que existem nas circunstâncias concretas em que nos encontramos”, não deixou de salientar que “as grandes instituições e os grandes homens sempre conseguiram realizar a sua missão no meio das adversidades. O mesmo digo para mim, para o padre Aníbal, para a comunidade cristã, é no meio das adversidades e nas circunstâncias concretas que temos, que havemos de realizar a nossa missão, (…) porque se ficarmos à espera das circunstâncias para começar a desenvolver a missão que nos cabe neste momento, nunca chegaremos a começar”, terminando por fazer votos que” tudo corra pelo melhor neste Município para que esta comunidade humana possa continuar a desenvolver-se e a progredir”, porque “sem progresso e desenvolvimento não é possível a equidade e a igualdade que leva à paz”.

J. M. Castanheira – A Comarca de Arganil

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