INCÊNDIOS - Pequenos agricultores pedem mais e mais rápidos apoios - PENACOVA ACTUAL
PUB

ÚLTIMAS

Post Top Ad

29 de novembro de 2017

INCÊNDIOS - Pequenos agricultores pedem mais e mais rápidos apoios


Foram algumas dezenas, em representação de milhares, os agricultores oriundos das zonas afectadas pelos incêndios de 15 de Outubro que ontem se manifestaram em Coimbra, junto à Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, exigindo novas formas de olhar para a forma de apoiar aqueles que apenas fazem agricultura de subsistência.

A acção foi organizada pela Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) e juntou pessoas dos concelhos do alto do distrito, que não se mostraram intimidadas com a chuva persistente, que tanta falta fez na altura da tragédia.

A delegação, que incluiu dirigentes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e do Movimento de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), fez a entrega de um caderno de reivindicações, reclamando das ajudas simplificadas de 5.000 para 10.000 euros, tendo em conta as especificidades da sua actividade.

«Queremos manifestar o nosso desagrado pela insuficiência das medidas tomadas pelo Governo, que têm sido tomadas a conta-gotas e que não vêm ao encontro dos imensos prejuízos que afectaram muita gente», disse Isménio Oliveira, da ADACO, frisando que as ajudas começaram pelo «apoio ridículo de 1.053 euros» nas candidaturas simplificadas «e só porque as organizações e os agricultores contestaram é que passaram para 5.000 euros».

Trata-se, no entanto, de um valor que «não é suficiente» para fazer face aos prejuízos sofridos pelos agricultores.

«Muitos dos pequenos agricultores têm prejuízos entre os 5.000 e os 10.000 euros, sendo da mais elementar justiça que, para enquadrar muitos dos afetados, a ajuda simplificada (pagamentos a 100%) deva ir até aos 10.000 euros», pode-se ler no caderno de reivindicações, que tem como destinatários o primeiro-ministro, ministro da Agricultura e Comissão de Agricultura e Mar.

Também João Dinis, da CNA, defendeu que o Governo e o Ministério da Agricultura estão a esquecer-se da floresta.

«Dá a impressão que o ministério quer que a natureza venha resolver o problema de milhares e milhares de hectares de floresta queimada, que é um prejuízo brutal», disse aos jornalistas, sublinhando que «nós estamos a reclamar, por exemplo, a criação e gestão pelo Governo, em colaboração com as autarquias, de numerosos parques de recepção de madeira queimada, que garanta um preço minimamente reparador aos pequenos e médios produtores florestais».

Foi ainda defendido ontem que o Governo deve financiar "a 100% qualquer proprietário que queira limpar as suas florestas ardidas, «sob pena de em menos de quatro ou cinco anos os resíduos florestais serem em tamanha quantidade que poderão proporcionar a ignição de incêndios ainda de maior proporção».

José Carlos Salgueiro - Diário de Coimbra


Sem comentários:

Enviar um comentário

Leia as regras:

1 - Todos os comentários são lidos e tendencialmente moderados.
2 - Os comentários ofensivos não serão publicados.
3 - Os comentários apenas refletem a opinião dos seus autores.