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23 de novembro de 2017

REFLORESTAÇÃO - Plantar árvores na serra e nos quintais de Friúmes


Plantar Esperança... Semear Afectos!” Este é o mote da campanha que pretende ajudar a renascer das cinzas a Serra da Atalhada. Mas também os quintais e os pomares de Friúmes, dizimados pelo fogo. Sábado é “dia D”. Uma iniciativa do projecto Arco-Iris, que volta a imprimir uma corrente solidária, desta vez centrada no concelho de Penacova.

«É uma pequena ajuda para quem tudo perdeu», Olinda Maia, o rosto da iniciativa e do projecto Arco-Iris, de Coimbra, que estendeu o seu olhar solidário às vítimas dos fogos. A Escolha da União de Freguesia de Friúmes e Paradela prende-se, explica, com o facto de alguns dos seus colaboradores serem da zona.«Foi a forma que encontrei para lhes mostrar a minha gratidão pelo trabalho que fazem», diz a mentora do projecto, que sábado vai levar para a Serra da Atalhada e para os quintais de Friúmes um grupo alargado de voluntários.

«Conseguimos mil pés de pinheiros, mansos e bravos», diz. Árvores que vão ser plantadas na Serra da Atalhada e também resultam de um gesto solidário dos «viveiristas de Ceira», sublinha, adiantando que a plantação representa «uma homenagem aos que perderam a vida e os bens, mas também um sinal de esperança para um novo recomeço».
O encontro dos voluntários está marcado para as 9h30, nas instalações da União de Freguesias. A comitiva ruma, depois, para a Serra da Atalhada, junto aos moinhos. A plantação vai ser assumida por um grupo do projecto ArcoIris, pelos escuteiros e por crianças e jovens do Lar Girassol. No total são 60 pessoas, que têm almoço oferecido pela União de Freguesias.

Mas os desafios não se ficam por aqui. Também os quintais e os pomares mereceram o olhar atento e o carinho do projecto. De acordo com Olinda Maia, a Junta fez o levantamento das perdas» e o Arco-Iris pediu ajuda aos amigos e aos viveiristas. «Temos 20 árvores de fruto», essencialmente «árvores de caroço», como ameixoeiras, pessegueiros, macieiras, pereiras, às quais se juntam alguns citrinos. Árvores que resultaram dos donativos de amigos ou da oferta directa, cujo número deverá crescer exponencialmente com o contributo solidário dos viveiristas, que só será quantificado hoje.

Nos quintais, «vamos plantar as árvores de fruto, segundo as indicações da Junta», adianta Olinda Maia. «É um recomeço para estas famílias. Um sinal de esperança, mas também um testemunho de afectos», diz a responsável do Arco-Iris, que também tem aveia e azevém para semear e garantir «pasto para os animais».

Este «recomeço», este «momento bonito, vai ficar gravado no coração de todos nós», diz Olinda Maia, prometendo algumas «surpresas» para selar este «hino à solidariedade e à esperança».

Entrega de animais é o próximo passo

O projecto Arco-Iris não vai ficar por aqui. «Há pessoas que pretendem dar animais, nomeadamente galinhas, galos, coelhos», refere Olinda Maia, que espera, sábado, no terreno, conseguir apurar «as condições existentes», em termos de estruturas capazes de acolher os animais, bem como as necessidade e receptividade das populações locais. O próximo passo será, com certeza, a recolha de animais e respectiva distribuição, dando continuidade a este “Plantar Esperança... Semear Afectos!». O objectivo é «ajudar a criar meios de subsistência às pessoas que perderam tudo», conclui a responsável pela iniciativa.

Manuela Ventura - Diário de Coimbra


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