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OPINIÃO - Coisas “raríssimas” demasiado frequentes

Estamos quase todos chocados com o acumular de caricatas questões relativas a idoneidade e a integridade.

Os tempos têm vindo a demonstrar que o Estado de Direito vai sendo minado por pessoas especialmente dedicadas à vigarice. De tal forma que isso já nos surge como um quase normal método de vida.

... fica-nos a sensação triste de que estamos na Itália do post guerra ...

Sendo prudente saber que não há nada mais perigoso para a democracia do que a proliferação das situações que revelem conjunturas de descontrole.

E é de descontrole (ingénuo ou provocado) o que estamos a assistir!

Tudo somado, a grande verdade é que os nossos impostos – que constituem um exagero monstruoso – são captados, teoricamente, para ocorrer às necessidades do País (para ajudar a resolver as divergências sociais; para colmatar os exageros cumulados na dívida pública; para sustentar erros sucessivos de governação) e, depois, são desviados, em cada vez maior proporção, para sustentar estas actuações vergonhosas que vão sendo “permitidas”!

Permitidas pode ser entendido com uma adjectivação demasiado forte, nestes casos “raríssimos” mas tornados frequentes; mas o certo é que não se encontra explicação plausível, coerente para tudo quanto nos tem acontecido.

E quando verificamos estarem ligadas às caricatas situações “gente pública” à qual fomos dando mandatos de representação, a coisa vai ficando cada vez mais complexa ...

Pior, ainda, é ficarmos com a sensação de que a tal tendência para a vigarice, para o charlatanismo, vai ficando transversal à própria sociedade: política; banca; empresas e serviços públicos; sector social, etc, etc.

Numa palavra, estamos transformados num País amigo da corrupção, sendo certo que, por definição, nesses tipo de Estados, por norma, os cidadãos – até as mulheres e homens honestos - passam a ser todos vistos como corruptos.

... que é, justamente, como já somos, hoje, vistos no exterior!

Luís Pais Amante


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