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PORTELA DE OLIVEIRA - Moinhos de vento vão "conviver" com parque eólico


Penacova vai albergar um parque eólico, foi ontem anunciado pela Secretaria de Estado da Energia. O titular da pasta, Jorge Seguro Sanches, autorizou a licença de produção do Parque Eólico de Penacova, do promotor Parque Eólico Serra do Oeste, que faz parte do universo EDP Renováveis.

O presidente da Câmara Municipal de Penacova, Humberto Oliveira, adiantou ao jornal que serão “13 aerogeradores de um parque que, inicialmente, foi pensado para ser maior, mas ficou limitado por questões relacionadas com a classificação patrimonial dos terrenos da Batalha do Buçaco”.

Será instalado em território das freguesias de Carvalho, Penacova e Sazes do Lorvão, arrendando terras das respetivas comissões de baldios, que receberam uma renda anual.

Também o município receberá uma verba anual, com um valor entre 150 mil e 200 mil euros por ano, em função da faturação realizada.

De acordo com a Secretaria de Estado da Energia, “este projeto, que integrava a Fase B do concurso de atribuição de licenças eólicas realizado em 2008, estava desde então parado, a aguardar licenciamento”.

Com uma potência instalada total de 49,27 MVA, o projeto representa um investimento de cerca de 60 milhões de euros.

De acordo com o projeto de execução, emitido em maio de 2017 pela consultora contratada pela EDP Renováveis, a sequência prevista de toda a instalação contempla uma primeira fase da betonagem da fundação, durante o qual é necessário efetuar cerca de 30 a 40 trajetos de ida e volta das autobetoneiras. O segundo correspondente ao transporte do “tout-venant” para a camada superficial dos acessos, e o terceiro inclui 8 a 10 transportes especiais por aerogerador, para os três troços da torre, as três pás e restante equipamento.

Em termos de acessos, será utilizado o IP3 até à zona de Espinheira, sendo que a ligação até à Portela de Oliveira, que constitui a entrada preferencial do parque eólico, será feita inicialmente pela EN235 e depois pelo CM1250. Poderão verificar-se algumas perturbações devido aos transportes na zona urbana de Espinheira, após a saída do IP3.

Quatro parques eólicos com tarifas subsidiadas

O número de parques eólicos autorizados pelo Governo, ao abrigo dos concursos de atribuição de licenças eólicas de 2008 e 2009, os quais beneficiam de tarifas feed-in (subsidiadas), sobe assim para quatro, produzindo um total de 123 MVA de capacidade instalada.

De acordo com nota de imprensa enviada à comunicação social, “a EDP Renováveis é igualmente a empresa responsável pelo desenvolvimento dos restantes projetos autorizados, dois dos quais se situam no concelho da Batalha e um em Tarouca”.

Pode ainda ler-se que “a validação destas licenças assenta no compromisso assumido pelo Governo de garantir a estabilidade contratual e regulatória no setor energético”.

A Secretaria de Estado da Energia explica que “a evolução tecnológica verificada na área das renováveis nos últimos anos, bem como a necessidade de reduzir as tarifas da eletricidade, melhorando o rendimento das famílias e a competitividade das empresas, induziram a aposta num novo modelo de desenvolvimento dos projetos, em regime de mercado. A estratégia passa agora pela aprovação de centrais, sem custos que onerem a fatura dos consumidores”.

António Rosado – Diário As Beiras


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