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SAÚDE - Mais 56 camas de cuidados continuados para a região Centro


As Administrações Regionais de Saúde (ARS) e o Instituto da Segurança Social (ISS) vão celebrar contratos-programa com 45 entidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), que darão lugar a 543 novas respostas de internamento em 2018.

Na área de influência da ARS do Centro, de acordo com o despacho conjunto dos ministérios das Finanças, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Saúde - publicado em Diário da República, no dia 29 de dezembro de 2017, serão assinados acordos com oito instituições, permitindo criar 56 camas de internamento.

As Misericórdias de Pedrógão Grande, Pinhel, Porto de Mós, Batalha, Castelo Branco, Ílhavo e Idanha-a-Nova e a Acredita - Associação de Solidariedade de Travassós de Baixo são as entidades com quem são firmados protocolos. As suas novas respostas juntar-se-ão às já existentes 2.308 camas de cuidados continuados integrados na região.

O diploma agora publicado autoriza as ARS o ISS e a assumirem «os compromissos plurianuais no âmbito dos contratos-programa a celebrar com as entidades integradas ou a integrar a RNCCI, no âmbito do funcionamento ou da implementação desta rede».

Os contratos abrangerão 45 instituições, entre as quais misericórdias e instituições particulares de solidariedade social, de várias regiões do país. Segundo o despacho, o valor a atribuir pelo ISS em 2018 será de 3,5 milhões de euros, subindo face ao montante do ano anterior (260 mil euros), o que reflecte o aumento do número de contratos realizados pelas ARS no próximo ano, no total de 14,1 milhões de euros.

O Coordenador da reforma dos Cuidados Continuados Integrados, Manuel Lopes, explicou que, no âmbito das medidas previstas no Plano de Desenvolvimento da RNCCI - iniciadas em 2016 e que se prolongam por 2018 e 2019 -, foi ampliada em 543 lugares a rede geral e foram criados este ano 364 lugares e camas de cuidados integrados de saúde mental.

Foram também criadas, no ano de 2016, 20 camas e lugares para cuidados continuados pediátricos integrados em regime experimental na unidade o «Kastelo», em Matosinhos. «É uma resposta fundamental para as crianças com doença crónica complexa pelo que, a partir dessa experiência, estamos a preparar para 2018 e anos seguintes a ampliação dessa resposta», avançou Manuel Lemos. Além disso foi criada uma «equipa de cuidados continuados integrados, requalificada», em regime experimental, que se desloca às casas das pessoas.

Esta equipa dispõe de nove perfis profissionais diferentes, presta cuidados a um máximo de 25 doentes no concelho de Évora, 12 horas por dia em regime presencial e as restantes 12 em resposta telefónica, todos os dias do ano. A equipa está a funcionar há quase um ano e chegou-se à conclusão que foram atingidos «excelentes resultados terapêuticos», principalmente na dimensão da reabilitação», referiu.

Por outro lado, os resultados económicos preliminares permitem afirmar que o custo diário com o doente é de 28 euros, menos de metade do preço da unidade mais barata de internamento, adiantou Manuel Lopes. Esta experiência «veio provar que os cuidados no domicílio quando são possíveis e são muito efectivos», concluiu.

Fonte Diário de Coimbra

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