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CIDADANIA - Movimento de cidadãos quer revitalizar antigo hospital do Lorvão

O recém-criado movimento cívico + Saúde para o Hospital está empenhado em ver as instalações, que funcionaram até há seis anos atrás como hospital psiquiátrico, reconvertidas numa unidade de cuidados continuados (UCC) integrados.

Na apresentação pública do movimento, que decorreu ontem ao final da tarde, junto ao antigo hospital, os fundadores adiantaram que vão propor o lançamento de uma petição para que a questão possa chegar à Assembleia da República. Aliás, esta é um dos pontos que estará em análise no debate, que o movimento organiza sábado, às 16h00, na Casa do Monte, em Lorvão, Penacova, e para o qual convida a população e entidades oficiais a aderir.

Com a participação de técnicos de saúde, ex-funcionários do hospital e populares, o +Saúde para o Hospital pretende «beber um pouco das opiniões», sublinhou José Alípio, filho de antigos funcionários nos hospitais e que se habituou a ver a dinâmica que a instituição representava para a vila. «Lorvão tem uma população que trabalhou aqui e vivia muito “à conta” do hospital. Tem mão-de-obra qualificada para a área da saúde e o que tem aqui é um espaço fechado», acrescentou Eduardo Ferreira, lembrando que o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra não dispõe de valência de unidade de cuidados continuados.

«Achamos que o Serviço Nacional de Saúde não pode ser prestado só a 50%», realçou também, ao salientar que não se podem abandonar os doentes em estados de dependência, «colocando as famílias em situações sociais graves, quantas vezes geradoras de desemprego».

Pedro Loureiro e Rosa Maria Marques foram enfermeiros no Hospital Psiquiátrico de Lorvão e bem se recordam da unidade acolher 300 doentes. «Isto com pequeninas adaptações dava uma unidade de cuidados continuados excelente», sublinhou Pedro Loureiro, convicto de que «com vontade política», esta seria a solução para resolver «um grande défice» que se verifica na região e no SNS.

«Temos os equipamentos e o Estado não está a dar respostas, o que é uma pena. Por isso, estamos a tentar reunir esforços para ver se conseguimos criar a unidade e rentabilizar o Serviço Nacional de Saúde», continuou o enfermeiro.

Eduardo Ferreira recorda que, em 2016, surgiu a notícia de que o Mosteiro de Lorvão seria integrado no projecto Revive para desenvolvimento de projectos turísticos, através de agentes privados, mas «parece que isso é só conversa de época de eleições», criticou, convicto de que a conversão em unidade de cuidados continuados seria a solução «mais viável». No entanto, ressalvou Eduardo Ferreira: «não somos contra nenhuma solução


Patrícia Isabel Silva – Diário de Coimbra


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