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FUTURO - IP3 requalificado será exemplo tecnológico e de modernidade


Uma obra que vai salvar vida”. Foi desta forma que, ontem, António Costa descreveu a intervenção que será realizada nos próximos quatro anos no IP3. O primeiro-ministro deslocou-se ao Nó de Ponta da Raiva, em Penacova, para testemunhar o lançamento do concurso de empreitada da reabilitação daquela estrada, numa cerimónia onde destacou a importância da obra.

A manhã juntou vários agentes políticos da região – foram muitos os autarcas que marcaram presença no encontro – que não esconderam a satisfação ao assistir ao arranque de uma das intervenções mais reivindicadas da última década.

Reduzir em um terço o tempo de viagem entre Viseu e Coimbra já seria argumento suficiente para justificar esta obra. Esta é uma requalificação que vai salvar vidas”, afirmou António Costa, destacando, também, o estímulo à coesão interna e a competitividade externa do Centro. Para o governante, a obra “vai promover a atração e fixação de mais pessoas e empresas na região”.

O argumento de que o país tinha estradas a mais levou a que obras urgentes como esta fossem constantemente adiadas”, acrescentou o primeiro-ministro, fazendo questão de agradecer “a paciência e o esforço” dos autarcas locais.




Já Pedro Marques, ministro do Planeamento e Infraestruturas, considerou a requalificação do IP3, realizada numa extensão de 75 quilómetros, como “a mais importante obra rodoviária” do mandato legislativo. “As pessoas já estavam fartas de ouvir promessas. Já era quase penoso falar desta obra. Eu não seria capaz de voltar aqui, à região, se não fosse para apresentar o projeto definitivo”, frisou o responsável, que aproveitou o momento para realçar os méritos do Centro e, em particular da CCDRC, na captação de investimento e financiamento comunitário.

Antes, a apresentação do projeto de reabilitação ficou à responsabilidade de António Laranjo, que explicou todos os passos da obra.

Humberto Oliveira, autarca de Penacova, foi outro dos protagonistas do encontro, assumindo o papel de anfitrião.

Recorde-se que a obra permitirá reduzir o tempo de viagem entre Viseu e Coimbra de 65 para 43 minutos, bem como 85 por cento da extensão em via dupla e 12 por cento em perfi l 1+2. Atualmente, apenas 21 por cento da extensão é feita em via dupla.

IP3 será exemplo tecnológico e de modernidade

Um dos pontos que dominou a apresentação do projeto de requalifi cação foi a aposta no desenvolvimento de infraestruturas inteligentes, capazes de alavancar serviços cooperativos de gestão de tráfego rodoviário. Na cerimónia, Pedro Marques, ministro do Planeamento e Infraestruturas, e o presidente da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo destacaram que a estratégia passa por tornar o IP3 numa via inteligente, “num exemplo de modernidade” que apoiará os condutores daquela estrada e que diminuirá consideravelmente o risco de acidente.

Rede wireless baseada em tecnologia “ITS-G5” para suporte das comunicações Infraestrutura-Veículo “I2V”, sensores para aquisição de informação (visibilidade, pluviosidade, vento, temperatura, etc.), sistemas de Telemática (painéis de mensagens e telefone SOS), rede de fibra ótica a instalar em canal técnico a criar em cada lado da via para implementação de rede de comunicações mission critical de alta disponibilidade, ou implementação de plataforma C-ITS para difusão de diferentes tipos de alertas (acidente, veículo parado, veículo prioritário, tráfego congestionado, limite de velocidade, etc.) são algumas das medidas trazidas por esta estratégia de vias inteligentes.


Bernardo Neto Parra – Diário As Beiras



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