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PATRIMÓNIO - Recriação histórica levou monjas a rezar no Mosteiro de Lorvão

As monjas da ordem de Cister do Mosteiro de Lorvão, entraram e iniciaram a reza junto ao cadeiral, na zona do Coro, tal como no século XIII. Rezaram a Santa Conceição, primeiramente e. depois ao patriarca São Bernardo, que aos 22 anos integrou o Mosteiro de Lorvão onde iniciou a Ordem de Cister. «Glorifiquemos o santo patriarca» diriam as freiras. Entre rezas e cânticos, cumpriram ontem o ritual, tal como no século XIII, naquela que foi a recriação histórica "Lorvão: Glória de Cister

«Recriamos o Ofício de São Bernardo» contou Nelson Correia Borges presidente da Associação Pró-Defesa do Mosteiro de Lorvão e professor da Faculdade de letras da Universidade de Coimbra, explicando que as monjas rezaram sete vezes ao dia, a primeira das quais tal corno ontem se recriou no Mosteiro de Lorvão. Nelson Correia Borges garante que a recriação foi feita com base em documentação histórica. «Era aquilo que se fazia realmente» assegurou, admitindo apenas a diferença da língua, em que o latim foi substituído pelo Português.

Perante uma vasta plateia que assistiu à encenação dez freiras, cumpriram o ritual da primeira reza da manhã, mas este episódio acabaria por ser, mais do que uma simples recriação, uma autêntica recriação teatral, na medida em que entre as monjas esteve D. Teresa que, findo o ritual, teve um “encontro” com a irmã D. Sancha já falecida.

A conversa entre as duas irmãs fez-se proporcionando uma pequena Viagem por alguns episódios da História de Portugal. Uma e outra recordaram as suas vidas, desde o casamento de D. Teresa com Afonso XI de Leão, que viria a se anulado, levando rainha a recolher em Lorvão, à fundação do Mosteiros de Santa Maria de Celas, pela irmã D. Sancha também viria a viver em Lorvão, até se mudar para Celas onde morrera na Clausura. As outras freiras gritaram «grande milagre» o que aconteceu pouco antes de D. Teresa se ajoelhar, erguer o crucifixo e falecer.

O dia em que D. Teresa morreu

A representação da responsabilidade de Nelson Correia Borges que contou em “palco” com a actuação de vários elementos do Grupo Folclórico Etnográfico de Lorvão. «É importante dar a conhecer a história do dia em que dizem que morreu D. Teresa morreu» expressou Anabela Amaral. que vestiu a pele de D. Teresa. Paula Silva que representou D. Sancha, concorda com a “irmã" e frisa como é também importante que o Povo de Lorvão conheça a história do seu Mosteiro.

recriação e ontem já tinha sido levada à cena há três anos, na altura com grande afluência de público que “ditou” a sua repetição. No ano passado, recordou Nelson Correia Borges, este momento cultural esteve previsto mas acabou por ser cancelado em virtude dos incêndios florestais. «Na primeira vez gostaram muito, tivemos uma assistência tão grande que decidimos voltar a fazer a recriação» explicou Nelson Correia Borges.

Margarida Alvarinhas - Diário de Coimbra




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