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FUNDAÇÃO INATEL promove exposição "Coimbra vista por Miguel Torga"



Promovida pela Fundação Inatel e pela Agência de Promoção da Baixa de Coimbra, a exposição estará patente de sexta-feira a dia 30 "na maior e melhor sala de exposições, que são as principais ruas da baixa. E pode ser vista, de dia de noite, não tem horário de abertura e de encerramento", disse à agência Lusa Bruno Paixão, diretor da Fundação Inatel em Coimbra.

"Quando tanto se fala sobre a desertificação das baixas das cidades, e nomeadamente da baixa de Coimbra, estamos a agir para contrariar isso. Esta é uma iniciativa que mostra que o contributo da cultura pode ser posto ao serviço das cidades, assim haja engenho e vontade", argumentou.

Bruno Paixão recordou que há 28 anos foi inaugurada em Coimbra "a grande exposição da vida e obra do escritor" Miguel Torga, no âmbito de um acordo feito na altura com a Fundação Inatel, que agora regressa para ser mostrada ao público em montras de lojas das ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz, "por onde ele tanto passeava".

Na altura, o escritor "acompanhou todas as fotos tiradas por Varela Pécurto", de quem era amigo, escolheu os textos que acompanham as fotografias e, inclusivamente, acompanhou na gráfica a edição de um livro sobre a exposição.

"Agora, em 2019, quando se assinalam 30 anos da atribuição do primeiro prémio Camões a Miguel Torga, vamos celebrar com a reposição da exposição original", adiantou Bruno Paixão.

Guiado por Torga, Varela Pécurto, hoje com 94 anos e o mais veterano dos fotógrafos profissionais portugueses, fotografou as casas onde o escritor viveu, a Universidade, o Penedo da Saudade ou o Jardim Botânico, o rio Mondego, os plátanos da avenida Emídio Navarro, mas também o consultório do largo da Portagem ou os pombos que ali pousavam em cima dos candeeiros.

"Miguel Torga quis retratar Coimbra como a via e guiou o amigo de sempre, Varela Pécurto, nesse roteiro", assinalou Bruno Paixão.

Depois de inaugurada há 28 anos no Museu do Chiado, em Coimbra, a exposição esteve no teatro Trindade, em Lisboa, "e em muitos locais do país e do mundo". Foi mostrada "em vários estados" dos EUA, foi à China, Japão e Macau, passou pela Holanda e visitou "várias vezes" Paris, contou.





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