BATALHA DO BUÇACO - A Serra do Bussaco voltou a ser sacudida pelo som dos canhões Penacova Actual PENACOVA ACTUAL - Jornal de Penacova

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

BATALHA DO BUÇACO - A Serra do Bussaco voltou a ser sacudida pelo som dos canhões


A Serra do Bussaco voltou a ser sacudida pelo som dos canhões, esta manhã, no decorrer da cerimónica evocativa dos 209 anos da Batalha do Bussaco.

As comemorações dos 209 anos da Batalha do Bussaco iniciaram com o hastear das bandeiras dos países envolvidos do conflito - Portugal, Reino Unido e França -, seguindo-se o cortejo histórico-militar e religioso do Museu Militar ao Terreiro do Monumento, a demonstração da força militar, a missa campal e a cerimónia de homenagem aos mortos.

O Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, celebrou a missa campal deixando uma mensagem de necessidade de Paz, de solidariedade e de proteção ao Ambiente e à Humanidade. Depois da deposição de três coroas de flores aos mortos na Batalha, pelo presidente da Câmara da Mealhada, Rui Marqueiro, e pelos representantes dos exércitos português e britânico, o Exército exaultou o povo português a “celebrar a resistência heróica dos portugueses ao longo dos séculos, sempre cumprindo o mais sagrado dos deveres, de defender a liberdade, dignidade, democracia e independência da nação portuguesa, mesmo que com sacrifício da própria vida”.

As centenas de pessoas que se deslocaram ao Bussaco puderam ver, em desfile, uma pequena demonstração dos exércitos da época, juntamente com a demostração de forças daquela altura, com recurso a canhões e mosquetes, bem como o desfile religioso e do atual Exército Português.

A Batalha de Bussaco foi travada durante a Terceira Invasão Francesa. Decorria o ano de 1810, quando as tropas francesas, comandadas pelo Marechal Masséna, constituídas por três Corpos de Exército e um Corpo de Cavalaria de Reserva, invadiram Portugal. Os portugueses contaram com a ajuda do exército britânico, comandado pelo tenente-general Arthur Wellesley, Duque de Wellington. Esta foi uma das inúmeras batalhas travadas entre o Exército anglo-luso e francês, assumindo  especial relevância, no contexto da Guerra Peninsular, durante a 3ª Invasão Francesa, no séc. XIX, por ter demonstrado as capacidades do povo português e do Exército Português para combater o invasor.

O programa comemorativo encerra com o concerto pela Orquestra Ligeira do Exército, hoje, pelas 21h30, no Luso. No local, decorre também a Feira da Guerra Peninsular.



Sem comentários:

Enviar um comentário


Leia as regras:

1 - Os comentários ofensivos não serão publicados.
2 - Os comentários apenas refletem a opinião dos seus autores.