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COVID 19 - Cerca de mil freguesias no terreno a prestar apoio a idosos e doentes crónicos



Cerca mil freguesias estão no terreno a prestar apoio a idosos, doentes crónicos ou com mobilidade reduzida na aquisição e entrega em casa de bens de primeira necessidade e medicamentos, anunciou hoje a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE).
Entre linhas telefónicas gratuitas para combater a solidão, entregas de compras e de medicamentos ao domicílio, passeio de animais domésticos e outras necessidades, em todos os distritos, 18 no total, há respostas sociais, refere a ANAFRE, em comunicado.
A ANAFRE recorda que, ainda antes de o estado de emergência ter sido declarado devido à pandemia de covid-19, cerca de mil freguesias “já estavam no terreno a assegurar que os que mais precisavam se mantinham em casa”.
O decreto do Governo que estabelece as medidas excecionais a implementar durante a vigência do estado de emergência, que entra em vigor às 00:00 de domingo, indica que ficam sujeitos “a um dever especial de proteção” os maiores de 70 anos, os imunodeprimidos e os portadores de doença crónica que, de acordo com as orientações da autoridade de saúde, devam ser considerados de risco.
Este grupo só pode circular em espaços e vias públicas em algumas circunstâncias definidas no decreto, nomeadamente para aquisição de bens e serviços, deslocações por motivos de saúde, deslocação a estações e postos de correio, agências bancárias e agências de corretores de seguros ou seguradoras.
São ainda permitidas deslocações de curta duração para atividade física e passeio dos animais de companhia.
Numa altura de combate acérrimo ao novo coronavírus e de cumprimento escrupuloso das medidas decretadas pelo Governo, as freguesias têm estado no terreno com respostas sociais de louvar. Estão a ajudar e a assegurar, em permanência e no quadro das suas possibilidades, que aos grupos de risco nada lhes faltará, refere Jorge Veloso, presidente da ANAFRE, citado no comunicado.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 271 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 11.400 morreram. Das pessoas infetadas, mais de 90.500 recuperaram da doença.
Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Portugal elevou hoje para 12 o número de mortes associadas ao vírus da covid-19, o dobro face a sexta-feira, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), que regista 1.280 casos confirmados de infeção.
Segundo a DGS, há 156 doentes internados, 35 dos quais em cuidados intensivos. A grande maioria (1.124) está a recuperar em casa.
Portugal encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira, depois de a Assembleia da República ter aprovado na quarta-feira o decreto que lhe foi submetido pelo Presidente da República, com o objetivo de combater a pandemia da covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.
O estado de emergência proposto pelo Presidente prolonga-se até às 23:59 de 02 de abril, podendo ser prolongado.

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