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PENACOVA - Colheita de sangue com menos 70% de dadores



A Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Penacova (ADASPE) realizou ontem a primeira de duas colheitas previstas para este ano e registou um decréscimo de dadores de cerca de 70%. Algumas pessoas que queriam doar foram impedidas por terem regressado há pouco tempo do estrangeiro.

A colheita decorreu na antiga Escola Primária Maria Máxima, em Penacova, entre as 09H00 e as 13H00. “Tivemos 30 colheitas, bem menos de metade do que habitualmente temos, que varia entre os 90 e os 100”, disse José Martins, da ADASPE. “Algumas pessoas vieram para doar mas não foram autorizadas porque tinham regressado do estrangeiro há pouco tempo, ou porque familiares próximos vieram de fora também”, explicou.

Além disso, também os procedimentos de segurança relacionados com a covid-19, fi zeram com que a recolha fosse feita de forma mais lenta. “Foi medida a temperatura a todas as pessoas e foram avaliadas por uma enfermeira”, explicou José Martins, salvaguardando que foram cumpridas todas as normas de segurança, nomeadamente a utilização de máscaras e luvas. A colheita tendo em vista reforçar as reservas do Instituto Português do Sangue e Transplantação envolveu uma equipa de sete pessoas, entre as quais um médico e três enfermeiros.

Maioria dos dadores do sexo masculino

Segundo José Martins, dos 30 dadores que doaram sangue em Penacova este domingo, 25 são do sexo masculino e a média de idades ronda os 45 anos, mas houve também pessoas mais velhas. “Vi pelo menos três pessoas de 62 anos que vieram dar sangue e são um bom exemplo para toda a comunidade”, sublinhou o elemento da ADASPE. A próxima colheita da associação está agendada para o mês de outubro.

Cátia Vicente – Diário As Beiras

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